O filme de 2024 de Alex Garland, Guerra Civil, está chamando novamente a atenção depois que os democratas conquistaram o governo do Texas e uma cadeira no Senado dos EUA, vitórias descritas na reportagem original como as primeiras do partido nessas disputas em décadas. Nas redes, alguns espectadores estão revendo a representação, no filme, de Texas e Califórnia unindo forças durante um conflito nacional.

No thriller ambientado em um futuro próximo, os dois estados fazem parte de um grupo chamado “Forças Ocidentais”, que resiste a um presidente acusado de tirania enquanto uma guerra civil divide o país. O filme não explica por que o Texas, tradicionalmente republicano, e a Califórnia, democrata, são aliados, uma escolha que causou confusão e críticas entre alguns espectadores.

Após os resultados no Texas, um usuário do X compartilhou o mapa de um Estados Unidos dividido que aparece no filme e escreveu: “Todos vocês devem um pedido de desculpas a Alex Garland.” Um editor do The Bulwark também brincou que Garland havia previsto que os estados se uniriam contra o que o editor chamou de “fraude populista na Casa Branca”.

Garland disse anteriormente, no South by Southwest, que a história oferecia informações suficientes para que o público entendesse a aliança. Ele apontou para a representação de um presidente que havia violado a Constituição e atacado cidadãos americanos, afirmando que o motivo para Texas e Califórnia deixarem de lado suas diferenças políticas estava implícito nessa premissa.

Garland também disse que queria fazer um filme que fosse além da polarização política, argumentando que os alertas sobre a desintegração do país não estavam sendo levados a sério. Guerra Civil é estrelado por Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny, Stephen McKinley Henderson e Sonoya Mizuno, e acompanha jornalistas que cobrem os últimos dias de uma segunda guerra civil.

Fontes: The Hollywood Reporter.